apresentação
planejamento financeiro não é destino, é um jeito de caminhar
Gosto de pensar que levo meus sonhos muito à sério. Um deles é conhecer o mesmo número de países que a minha idade: um país para cada ano de vida.
São 34 no momento, o que me deixa dois anos adiantada. A mesma intensidade com que lido com meus sonhos é acompanhada por organização e planejamento. Aprendi desde cedo que um não anda sem o outro. E, se tem uma coisa que importa no planejamento, é ter margem.
Alguns anos atrás entendi que eu empacotei nesse objetivo um sonho que sustenta todos os demais: ter liberdade - para ir e vir.
Depois que conclui meu mestrado em direito na UFPR, neguei a proposta para ser sócia de um escritório de advocacia e troquei o mundo corporativo pela vida autônoma. E, aproveitando as mudanças, troquei também a cidade grande pelo campo.
“A vida quer da gente é coragem”, já diria Guimarães Rosa.
Esses dias achei uma página de um diário que escrevi com 15 anos. Aparentemente, um dos meus sonhos era ser casada com alguém massa (sonho um pouco questionável para uma menina de 15 anos, mas o raciocínio da giulinha estava bem acertado). Conheci meu marido um ano depois e lá se vão 16 anos ao lado da pessoa que leva os meus sonhos tão à sério quanto eu.
Antes de casar, li em algum lugar que um a cada três casamentos termina por conta de dinheiro. Decidi que não entraríamos nessa estatística e fiz uma das coisas que faço de melhor: fui estudar planejamento financeiro.
Curioso como o amor, intangível, intocável, não planilhável, me aproximou ainda mais desse mundo, que já existia discretamente na minha vida. E o que começou como necessidade (de organizar o dinheiro na vida adulta) e medo (do casamento não dar certo), virou estudo, que virou método, que virou profissão.
No partilhar da vida - com marido, com família, com amigos - acabei percebendo que assim como tenho muita sorte de ter tantas pessoas que me ajudam a conquistar os meus, sou muito boa em fazer planejamentos para que os sonhos dos outros saiam do papel.
Há quatro anos, contribui para a realização do sonho da minha mãe e hoje temos a Villa (@lavilla.pr). Têm aprendizados que só um pequeno negócio em sociedade com pai, mãe e marido é capaz de revelar. Aprendi na prática que organizar o dinheiro não é só sobre cifras ou planilhas. O planejamento financeiro para os altos e baixos, os medos, os investimentos e as decisões de uma vida autônoma vai muito além dos números.
Tenho muitas (muitas) dúvidas, mas uma única certeza: a vida é sobre as pessoas que caminham ao nosso lado. Não realizamos sonhos sozinhos.
Depois de acompanhar mais de 120 pessoas como planejadora financeira, entendi que planejamento financeiro não é (só) sobre realizar sonhos, é condição: para uma vida com mais sentido, mais presença.
A maior transformação que vejo acontecer com meus clientes não é a realização de um sonho (apesar de já ter tido a sorte de acompanhar muitos), mas a mudança no caminhar: com mais clareza, mais consciência das escolhas, mais paz com os limites.
Não é sobre promessa de chegada, mas sobre criar estruturas que vão sustentar a vida e os sonhos ao longo do caminho. Um mapa que mostra as possibilidades não apenas quando estamos perdidos, mas quando queremos caminhar com mais confiança, mais clareza, sonhar melhor, sonhar mais longe.
É na minha profissão que consigo unir o que, para mim, existe de mais precioso: pessoas, sonhos (os meus e os de outros) e uma justificativa para planejar e organizar a vida no papel.
Te convido a caminhar comigo - com mais clareza, presença e sonhos realizados ao longo do caminho.
Esse texto faz parte do meu foco no momento que é redesenhar o meu plano de comunicação.
Indico muito esse exercício para quem é autônomo (e para quem não é também): apresentar o seu trabalho em um textão (depois em três parágrafos e, por último, em uma frase). Falamos sobre nosso trabalho todos os dias, mas é engraçado como às vezes temos dificuldade em colocar contornos mais claros.
Se experimentar por ai, compartilha comigo :)

